Efeito Epoc

Por Naiara Schubert

Você sabia após um treinamento de força, seu metabolismo continua acelerado e queimando mais calorias do que o normal, mesmo em repouso? Confira nesse artigo escrito por Naiara Schubert o por quê disso acontecer.

Observa-se que nos dias atuais há uma demanda acentuada em se obter um estilo de vida saudável, cada vez mais as pessoas estão a procura do seu bem estar, tendo uma preocupação constante pelo o emagrecimento, aliando ao seu dia-a-dia alguns fatores que os possibilitam a alcançar esses objetivos.

Segundo Williams (2002), a atividade física vem se tornando um dos melhores e importantes meios de prevenir, e até mesmo de tratar muitas das doenças crônicas não transmissíveis, às vezes causadas pelo estresse diário que afligem a sociedade.

A junção de exercícios físicos frequentes, alimentação equilibrada, diminuição do estresse diário, são fatores que ajudam a ampliar a qualidade de vida.

Os exercícios físicos auxiliam no gasto calórico, desta forma contribuindo na redução do peso corporal, qualquer exercício físico elevará a atividade metabólica acima do GER, aumentando, assim o gasto calórico, (WILLIAMS, 2002).

ACELERANDO O METABOLISMO 

Partindo desta consideração inicial é que se estabelece a temática de pesquisa, afinal a musculação tem sido procurada atualmente para os mais diversos objetivos. Sabemos que o exercício físico provoca uma série de adaptações ao organismo, contribuindo assim para o alcance dos objetivos almejados.

Segundo Guedes (2003), é necessário um tempo para que se apliquem os métodos de treinamento, respeitando adaptações biológicas e fisiológicas e somente após este período, se faz uma avaliação dos resultados, sendo assim aplicando ajustes para as características de cada indivíduo.

Sabemos que uma das ferramentas para se obter um resultado benéfico à saúde de uma forma saudável e de primordial importância na taxa basal metabólico é o treinamento de força, que eleva o metabolismo após exercício, auxiliando no emagrecimento.

Para Simão (2004, p.19) “o treinamento de força demonstrou produzir aumentos modestos no consumo de energia, com o uso de exercício resistido empregando grandes massas musculares”.

O treinamento de força é um dos instrumentos que o profissional de musculação poderá utilizar em benefício da perda de peso. O treinamento de força pode ajudar a reduzir a quantidade de gordura corporal, desta forma aumentando o gasto calórico diário.

 

GASTO-CALORICO

FORÇA MUSCULAR 

Sabemos que uns dos grandes aliados para o emagrecimento são os exercícios físicos, estes ajudam na manutenção e equilíbrio orgânico auxiliando no gasto calórico diário.

Desta forma surgiu o interesse de compreender e analisar os procedimentos utilizados pelos profissionais de musculação na prescrição de exercícios que visam o emagrecimento como também seus métodos aplicados na periodização deste treinamento.

No treinamento de força com o ganho da hipertrofia onde resulta um aumento da massa magra consequentemente auxilia em uma perda da porcentagem de gordura, diminuindo a massa gorda.

A massa muscular tem uma grande influência no nível do metabolismo basal. A prática de trabalhos resistidos, como o trabalho de força muscular, favorece o aumento da massa magra e diminui os índices de gordura corporal, fazendo com que o metabolismo fique por mais tempo acelerado, levando a um gasto calórico maior e resultando no emagrecimento.

Para Simão (2004, p. 19) “o trabalho de força tem mostrado elevação da taxa metabólica no repouso, particularmente em indivíduos mais velhos, podendo aumentar o consumo de energia diário médio”.

Através deste estudo, poderemos verificar a aplicabilidade deste método na prescrição da periodização de treinamento elaborada pelos profissionais de musculação.

Sabemos que é possível mudarmos nosso metabolismo e fazer com que o corpo queime mais calorias que o normal.

Para que isto aconteça, o processo é longo. Aumentando a quantidade de exercícios, comendo de forma mais saudável, com hábitos melhores, deixando de lado a gula e a preguiça, fazem com que haja um aumento da aceleração do metabolismo.

Sabemos que essas alterações ocorrem com estímulos decorrentes de um treinamento resistido com pesos e através dos mesmos irão acontecer mudanças fisiológicas. Fleck e Kraemer (2006, p.67) “relatam que ocorrem alterações fisiológicas agudas e crônicas com o exercício.

A resposta aguda ao exercício usualmente resulta em mudança imediata na variável examinada (p. ex., aumento na frequência cardíaca)”.

Os exercícios com sobrecargas são os mais comuns e mais utilizados no processo de produção de força, gerando grandes adaptações neuromusculares Já para Bean, (1999, p.34) “força muscular é a quantidade de força que um músculo pode produzir, por exemplo, a quantidade de peso que pode levantar.

Com o exercício com sobrecarga, o corpo é desafiado à produção de força”.

A força é um método de trabalho específico onde visa o processo de sobrecarga e adaptação e com este método ocorrem micro lesões nas fibras ocasionando a hipertrofia muscular.

“Dentro de uma sessão de treino isso se traduz em um protocolo de trabalho específico, o qual é configurado com base na seleção de cada uma das variáveis agudas do programa de exercício”. (FLECK E KRAEMER, 2006, p.67)

NAIARA-SCHUBERT

 

O EFEITO EPOC 

O exercício físico pode ser considerado o mais poderoso “desafio” fisiológico para a saúde do corpo humano.

Este requer um grande ajuste metabólico, modificando o metabolismo basal, para aumentar o suprimento de oxigênio e combustível na realização do trabalho muscular, causando, dessa forma, aumentos significativos de energia acima dos valores de repouso. (LOPES, 2008).

Nos dias atuais são mais evidentes as contribuições do treinamento de força nas alterações da composição corporal bem como nas mudanças do metabolismo.

“Em meados da década de 80, a comunidade científica reconheceu o potencial valor de treinamento com pesos sobre a capacidade funcional e outros fatores relacionados à saúde, metabolismo basal, controle de peso, saúde óssea”. (LOPES apud FEIGENBAUM; POLLOCK, 1999).

O principal componente da massa magra é a musculatura e o treinamento com sobrecargas é reconhecidamente a melhor e mais eficiente forma de aumento para a massa muscular.

Segundo Williams, (2002) o treinamento com peso estimula o desenvolvimento dos músculos gerando hipertrofia e ajuda a evitar reduções significativas da massa corporal magra.

Para Fleck e Kraemer, (2006, p. 103) “As mudanças na composição corporal ocorrem em programas de treinamento de força de curta duração (6 a 24 semanas) […] O treinamento de força induz diminuições no percentual de gordura e aumento na massa livre de gordura”.

Geralmente, quando utilizados apenas o treinamento aeróbico sem a junção do treinamento resistido com pesos, possibilitará que se tenha a perda ligeira na quantidade de massa muscular e isto desencadeará o decréscimo no metabolismo basal, desta forma desacelerando o processo de perda de gordura corporal.

O treinamento de força é um potente estímulo no aumento da massa livre de gordura, e pode ser um importante componente para o sucesso do programa de perda de peso ajudando a preservar a massa magra ao mesmo tempo em que aumenta o gasto calórico após treino, contribuindo para a perda de gordura. (LOPES apud SIMÃO, 1955).

Após a realização de exercícios, aeróbicos ou contra resistência, a taxa metabólica permanece elevada, comparado aos valores de repouso, para que o organismo retorne ao seu estado de equilíbrio.

O EPOC (excesso de oxigênio consumido pós-exercício) caracteriza-se pelo consumo de oxigênio aumentado em relação ao período pré-exercício. O consumo de oxigênio guarda relação direta com o gasto energético.

O-EFEITO-EPOC

 

PERDENDO GORDURA 

O metabolismo basal é o gasto energético diário do nosso organismo para a manutenção das funções fisiológicas (manutenção e funcionamento do sistema nervoso, pulmonar, cardiovascular e músculo esquelético) em repouso. Este representa o maior, em termos de percentagem, das calorias que compõem gasto calórico total.

Com isso, os efeitos do consumo de oxigênio após – exercícios fazem com que o gasto calórico de uma atividade relativamente intensa aumente de forma considerável (SANTOS; NASCIMENTO; LIBERALI APUD TURCOTTE et. al. 1995)

Estudos mostram que os exercícios de Treinamento de força de alta intensidade comprometem com maior ênfase o equilíbrio metabólico, desta forma tendo grande impacto no metabolismo basal.

Segundo Guttierres e Marins apud Melby et. al. (2008), a atividade contra-resistência pode causar maior impacto sobre o EPOC durante o período de recuperação devido a um componente curto relacionado com a restauração dos estoques de ATP e fosfocreatina muscular, ao restabelecimento do estoque de oxigênio sanguíneo e muscular, aos danos teciduais, ao aumento da FC e temperatura, à remoção de lactato e à alta atividade do sistema nervoso simpático.

O componente longo está relacionado à magnitude de ativação do metabolismo anaeróbico durante o exercício e à liberação de hormônio do crescimento e cortisona.

Já para Simão (2004, p.150) “mostraram que reduções no peso corporal resultam em reduções no TMB (Taxa do metabolismo basal), enquanto aumentos no peso corporal resultam em aumentos da TMB. Esses dados sugerem que ao preservar a massa magra previnem-se declínios na TMB como é frequentemente observado com a perda de peso”.

Durante o treinamento de força, a maior parte da energia consumida/gasta nos exercícios provém das fontes energéticas dos carboidratos e não das gorduras. Entretanto, após a atividade, o metabolismo permanece acelerado para a reparação e síntese dos músculos e boa parte da energia necessária para esta função poderá ser suprida pela fonte energética das gorduras.

Para Bean (1999, p. 6) “O treinamento de força aumenta a taxa metabólica durante os períodos de descanso, ou seja, a energia requerida para a manutenção dos tecidos e das funções essenciais”. Um dos motivos pelos quais os exercícios com pesos foram incluídos nos programas de emagrecimento, foi por este parecer aumentar o gasto de energia no repouso, pelo aumento da massa muscular. (LOPES, apud SCHWINGSHANDL, 1999).

Chegamos a conclusão que o treinamento de AVM (aumento de massa magra), gera micro lesões/ microrroturas nas fibras musculares exercitadas causando uma degradação proteica (catabolismo), já no período após treino acontece à fase de supercompensasão, o processo de reconstrução/reparação da fibra (anabolismo) mantendo o gasto calórico, este processo auxilia nas alterações do metabolismo deixando mais acelerado mesmo estando em repouso, contribuindo desta forma para a redução corporal.

Então a dica é: Treine com sobrecargas, treine sério, treine com atitude e com objetivo de mudanças e alterações fisiológicas…. Treine Sério, a fim de proporcionar tais mudanças metabólicas. Não tem segredos é mais simples que imaginamos é somente um Estilo de Vida…

Bons Treinos…

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CRÉDITOS

Esse artigo foi escrito por Naiara Schubert e foi aqui reproduzido com a devida permissão da mesma. Convido você a conhecer a sua página no facebook, CLICANDO AQUI.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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