Proteínas e Saúde Renal

Por Rodolfo Peres

Quando iniciei a prática da musculação, há vinte anos, sempre ouvia praticantes mais experientes afirmarem que para aumentar a massa muscular era necessário ingerir proteína em maiores quantidades do que o habitual. Imediatamente passei a dar uma atenção maior para esses alimentos e adivinhem: tive bons resultados!

Com a evolução do mercado de suplementação alimentar em nosso país, no início dos anos 90, suplementos proteicos, tal como a whey protein, passaram a ser acessíveis, fazendo companhia para os já conhecidos: aminoácido líquido, albumina e proteína de soja.

Com a introdução desses produtos em minha alimentação (mesmo sem um adequado acompanhamento profissional) tive resultados ainda melhores, levando-me a acreditar que uma dieta rica em proteínas era o grande segredo para a hipertrofia muscular.

Como todo “bom adolescente”, passei a ingerir grandes quantidades de proteínas, crendo que quanto mais, melhor. No entanto, a partir de um ponto, a única coisa que aumentava de acordo com o acréscimo na ingestão proteica, era a gordura corporal e a formação de gases.

Essa experiência me levou a pesquisar e estudar o assunto, o que não foi fácil, pois, na época, a internet apenas “engatinhava” no Brasil. Pela leitura de artigos, revistas e livros especializados, descobri que o processo não era tão simples assim, pois além da ingestão de proteínas, era necessária toda uma série de outros cuidados nutricionais. E pior, li em vários livros e revistas que a ingestão excessiva de proteínas provocaria diversos males à saúde, principalmente no que diz respeito à saúde renal.

Na mesma hora pensei: minha mãe estava certa quando dizia que aqueles potes enormes que eu comprava e escondia no armário faziam mal para a saúde!
Fiquei com uma grande confusão em minha mente!

Pois atletas de bodybuilding há décadas mantinham uma ingestão de proteínas muito maior do que o recomendado e aparentemente estavam todos com a saúde em ordem, sem contar o grande resultado que obtinham com esta prática. Afinal, quem estava correto?

Passados todos esses anos, observamos uma evolução estrondosa no mercado da suplementação alimentar, com incontáveis produtos nas prateleiras, mas parece que as dúvidas continuam as mesmas.

Todos os dias atendo adolescentes acompanhados de mães preocupadas se a whey protein que seu filho está utilizando poderá lhe trazer algum malefício no presente ou no futuro.

Se no passado a preocupação era se albumina em excesso fazia mal, hoje a dúvida é se a ingestão das inúmeras opções de suplementos proteicos disponíveis no mercado sobrecarregaria fígado ou rins.

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FAZ MAL?

 Analisando os estudos – sérios – disponíveis sobre ingestão proteica e saúde renal, observa-se que não existem dados consistentes que afirmem a relação entre uma ingestão elevada de proteínas e prejuízo na saúde renal de indivíduos SAUDÁVEIS.

A relação entre uma elevada ingestão de proteínas e dano renal se deve além do fato dos rins eliminarem os produtos do metabolismo proteico (uréia e amônia), a questão do alto consumo proteico aumentar a taxa de filtração glomerular, proporcionando aumento da pressão dentro dos glomérulos nos rins.

Mas sabe-se atualmente que essas alterações são adaptações fisiológicas normais do organismo humano, dentro de um limite da capacidade renal.

É a mesma coisa do aumento da frequência cardíaca com o exercício físico. Uma adaptação natural do nosso organismo. Tanto que durante milhões de anos a base dietética do homem foi constituída por proteínas.

Lembrem-se que a agricultura possui “apenas” 10 mil anos!

O QUE É UMA PROTEÍNA? LEIA MAIS

ATENÇÃO

 NO ENTANTO, antes de acrescentar mais medidas de whey protein em seu shake, devemos analisar se existe demanda para esta ingestão. Uma ingestão desnecessária de proteínas pode inclusive proporcionar acúmulo de gordura corporal.

Deve-se sempre analisar cada caso individualmente! Usando exames laboratoriais controlados de acordo com o programa nutricional e de treinamento, podemos ter um melhor controle do aproveitamento da ingestão de proteínas. Mais um motivo da importância do acompanhamento profissional!

Resumindo, uma alimentação rica em carboidratos e gorduras associada à inatividade física pode ser muito mais maléfica à saúde renal do que uma ingestão proteica um pouco acima do recomendado, visto que a obesidade, a hipertensão arterial e diabetes, são conhecidos fatores de risco para doença renal crônica. Consulte sempre um nutricionista!

PROTEINS-RINS

GUIA DEFINITIVO – WHEY PROTEIN

 

CRÉDITOS

Esse artigo foi escrito pelo Dr. Rodolfo Peres e foi aqui reproduzido com a devida permissão do mesmo. Convido você a conhecer a sua página no facebook, CLICANDO AQUI.


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